Ariana Grande - The Dangerous Woman Tour - Meo Arena - 11 Junho 2017

Ariana, Grande em produção parca em palavras

A Meo Arena esperava ansiosamente pela entrada de Ariana Grande em palco quando um ecran gigante inicia, num relógio eletrónico, a regressão de 10 minutos até ao inicio do espetáculo.

A histeria foi imediata e os berros de ansiedade e alegria foram acompanhados de um vídeo que mostrava Ariana a compor o cabelo e as roupas e culminou em “Hold Up” um cover de Beyoncé.

O palco escurece e entra Ariana e os bailarinos em contra luz. A partir deste momento foi um jogo de produção gigantesco com um sistema de luzes e lazers avassalador, coreografias, mudanças de cenário e guarda roupa, e set list escolhido na perfeição que manteve sempre o concerto no auge, sem um momento de calmaria.

Não obstante, “Somewhere Over The Rainbow” e o logo das orelhas negras que se tornou viral, em homenagem ao atentado terrorista de Manchester à saída do local do seu concerto, marcou o momento mais solene da noite.

Os duetos foram muitos com samplers disparados onde se juntava Ariana e a sua voz magistral. Lil’Wayne em “Let Me Love You” e Nikky Minaj em “Side To Side”, apareceram no vídeowall para auxiliar a veracidade da atuação e a coesão com os originais.

Com um som que roçava uma perfeição raramente conseguida na acústica ingrata da Meo Arena, Ariana apresentou uma banda, ao estilo Prince, que acompanhou até ao fim todas as notas que saíam de tão pequena figura com tão potente voz. Êxitos como “One Last Time” ou “Focus”, que nos trouxe o revivalismo dos filmes de James Bond com a silhueta da artista num cilindro, em poses sensuais, que acompanhavam a dinâmica e a essência do que são os seus temas e a sua mensagem.

“Dangerous Woman” que dá nome à tour que passou por Portugal, apesar do momento traumático sofrido em Inglaterra, fechou um concerto eficiente, mas pouco interativo.

Ariana é de poucas palavras, alguns obrigados e incentivos à gritaria, mas pouca troca de palavras ou de mensagens mais relevantes.

Mas a emoção estava implícita apesar de ter faltado, como um elefante na sala, quebrar o gelo com o público sedento de chegar mais perto, mesmo por palavras. Talvez essa, a forma mais importante.

No entanto, o público, maioritariamente composto por jovens e crianças nunca esmoreceu.

Só lamento não ter assistido a uma casa cheia, composta, mas não esgotada como merecia, não só pela música mas pela demonstração mais do que necessária, nos dias que correm, do melhor que a cultura ocidental nos oferece, a luta pela liberdade, bondade e cooperação entre povos.

Quem falhou por medo, não falhou um concerto, falhou muito mais.

Texto: Vera Rodrigues

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