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Rock in Rio 2016: Dia 19 Maio

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ROCK IN RIO LISBOA 2016

BruceSpringsteen-4057

19 de Maio

Parque da Bela Vista

Abertura de Portas

Stereophonics

Os Stereophonics, foram a primeira banda a entrar no palco mundo desta edição, tarefa que não foi fácil já que o público esperava ansioso pelo concerto de Bruce Springsteen e cativar-lhes a atenção era só por si uma tarefa difícil. No entanto os Stereophonics não são uma banda nova nestas andanças, eles existem deste 1992 e sabem como cativar o público, uma das formas foi a setlist por eles escolhida que abrange vários álbuns da banda, agradando dessa forma a fans mais novos e mais antigos.

Começaram com “c’est la vie” e “I wanna get lost with you” do último álbum “Keep the village alive”, também deste álbum trouxeram “Sunny”, “White lies” com Kelly no piano e “Mr and Mrs Smith”. Do álbum “Graffit on the train” de 2013, trouxeram um tema com o mesmo nome e “Indian Summer”. De 2005 do álbum “language.sex.violence.others?” trouxeram-nos “Superman” e “Dakota”. Do “You gotta go there to come back” de 2003 trouxeram-nos “Maybe tomorrow” e “Nothing precious”. “Just enough education to perform” de 2001 também não foi esquecido e dele trouxeram-nos mais dois temas “Vegas to times” e “Mr Writer”. Dos anos 90, relembraram-nos “Just looking” de “Performance and Cocktails” de 1999 e “Local boy in the photograph” de “Word gets around” do seu primeiro álbum, de 1997.

Relembram-nos de sete dos seus álbuns e inundaram o Rock in Rio com o Britpop que já ganhou diversos prémios na indústria da música. Apesar de terem começado a tocar Às 20.30 e ainda haver sol, tinham como efeitos visuais imagens a passar num ecrã na parte de trás do palco, à medida que a noite foi chegando foram-nos presenteando com alguns efeitos de luzes, no entanto poderemos dizer que foi um concerto muito coerente e sóbrio.

XUTOS E PONTAPÉS

Eram 22 horas quando antes de entrarem em palco os membros dos Xutos se cumprimentam uns aos outros em modo de boa sorte.
No palco um X em cada ponta, a bandeira portuguesa colada na plataforma da bateria. Os músicos com roupas com tons pretos e vermelhos como é hábito e o Zé Cabeleira com um grande chapéu.
Começam com “Enquanto a noite cai” e no final da música o vocalista Tim diz “Boa noite Rock in Rio, aqui Xutos” como se fossem necessárias apresentações. Segue-se “Salve-se quem puder” e quem não se salvam de gostar de Xutos são as mais variadissímas faixas etárias, dos mais novos aos mais velhos, os Xutos já não só fazem parte de uma geração, como que da história do Rock Português.
Seguem-se uma serie de êxitos, a provar que os Xutos não precisam de álbuns novos para apresentar para dar concertos, “Contentores”, “Não sou o único”, “Mundo ao contrário”, “Circo de feras”, um dos momentos em que a voz do público a cantar se sobrepunha à voz do Tim, fazendo-o dizer, que talvez a próxima música não fosse tão fácil de cantar e que em tempos já tinha sido um fado e tocam “O homem do leme”. Seguindo-se “Chuva dissolvente”, “Tu também”, “Ai se ele cai”, “À minha maneira” uma música dedicada a Zé Pedro. Seguiu-se “Maria” e finalmente “Casinha”.
Os temas escolhidos foram dos mais antigos aos mais recentes, tendo passado por vários álbuns e por músicas que são ícones na sua história.
Este não foi o único contacto que os portugueses Xutos tiveram com Bruce Springsteen. Há dois anos os Xutos e Pontapés tocaram antes dos Rolling Stones, com quem Bruce Springsteen tocou um tema, já que se encontrava de férias em Portugal. Há quatro anos, em 2012 os Xutos e Pontapés tocaram antes de Bruce Springsteen, tendo ficado Zé Pedro muito feliz ao saber que o mesmo assistiu a alguns temas deles.
Esta foi a sétima vez que os Xutos e Pontapés actuam no Rock in Rio, actuando assim em todas as edições do Rock in Rio em Portugal. São sem dúvida a maior máquina de Rock’n’roll Portuguesa.

BRUCE SPRINGSTEEN

“Olá Lisboa! Olá Portugal! foram as primeiras palavras de Bruce Springsteen no palco. Melhor entrada de Bruce e da E Street Band não podia haver. Os músicos pegam nos seus instrumentos  e Bruce com a sua guitarra telecaster de longa data, já gasta pelos anos, dão inicio a “Badlands” e já Bruce puxava pelo público. No saxofone, Jake Clemons, sobrinho do antigo e falecido Clarence Clemons, amigo de longa data de Bruce, foi à frente de palco tocar enquanto Bruce e Steve Van Zandt cantavam em conjunto no mesmo microfone. Seguiu-se “No surrender”, “My love will not let you down”, “Lover me”, “Darkness on the edge of town” e foi com “Hungry heart” que o concerto ganhou outro alento, o público cantava em unissem o refrão e Bruce desceu do palco, para se aproximar do público, dar abraços e apertos de mão, beijos e mostrar que é pelo publico que está ali, que eles são parte fundamental do que é e do que faz. E é este lado tão carinhoso para com os seus fans que tornam Bruce um músico especial, um músico que sente necessidade de retribuir o carinho demostrado pelos fans, ao aproximar-se deles, mostrar que é de carne e osso tal como eles e sobretudo com sentimentos. Bruce pega em dois cartazes que leva para o palco, elevando um no ar, mostrando-o a toda a banda, dizia “The promised land” e era a pedir para a tocarem que ele a mostrou a todos e assim foi a música que se seguiu. Pela primeira vez Bruce tocou na sua harmonica.
Em “out of the street” Bruce puxa pela banda dizendo “c’mon steve”, “c’mon soozie”, seguiu-se “Downbound train” e de seguida um dos temas mais pedidos nos cartazes que os fans elevavam no ar “I’m on fire”, todos cantavam em unissom e Bruce enquanto canta abre os dois braços, como que a sentir tudo o que aquela canção e aquele momento lhe estavam a transmitir.
Depois de “Atlantic city”, tocaram “Darlington country” e Bruce volta a ir ao pé do público, aceitou cachecóis, voltou a dar apertos de mão, abraços. Voltou para o palco e começou a tocar em acústico “Working on the highway”, ao qual toda a banda se juntou seguidamente.
Em “Johnny 99” Nils tocou guitarra horizontal com slide gritar, tornando o som mais metalico, mais uma mistura de rock’n’roll com blues.
Ouve-se “Boa noite”, o som da harmonica e o publico mostrou agrado, era “The River” um dos temas mais esperados, já que é a “The River tour”. Viu-se uma das imagens do público mais bonitas da noite, milhares de luzes de telemóveis.
Ouviu-se “Beacause the night” e de seguida Bruce perguntou ao público “Can you feel a spirit now?” ao que o público respondia afirmativamente. Durante este tema Bruce esteve sentado e até deitado e voltou ao seu querido público, deste vez colocou um chapéu de palha. No final da música  ele e Jake ainda brigaram com o público para ouvir as vozes do público, não que este não se estivesse a manifestar a cada tema, mas para interagir. Seguem-se os temas “Lonesome day”, “The Rising” e “Thunder road”tema no qual sobressai o coro do público e a harmónica de Bruce.
Ouve-se um forte “Obrigado Lisboa” seguido de “eu amo vocês”e soam os primeiros acordes de “Born in U.S.A”, outro dos temas mais esperados da noite. A este seguiram-se “Born to run”, “Glory days” e “Dancing in the dark” onde Bruce dança no palco com uma rapariga do público. Foi com “Tenth avenue freeze-out” que Bruce e E Street band fazem homenagem a Clarence Clemons e Danny Federici, antigos membros da banda, companheiros de estrada de tantos anos. Clarence falecido em 2011 e Danny em 2008, sempre presentes nos corações dos colegas e amigos de palco. o único momento do concerto em que são transmitidas imagens nos écrans, para além  daquelas do concerto em directo. A dois temas do final, ouve-se “Twist and shout” música com a qual já os Beatles incendiaram palcos e por fim “this hard land”.
A banda não teve suporte de  efeitos visuais, para além de luzes e digamos que não foi necessário, Bruce Springsteen e E Street Band enchem um palco, levam-nos do rock, aos blues, ao twist, passam pelo gospel e pelo folk, sempre confiantes no seu trabalho. A banda é composta por Garry Tallent, Max Weinberg, Nils Lofgren, Roy Bittar, Jake Clemons, Steven Van Zandt e Soozie Tyrell. Soozie a única mulher na banda, toca guitarra acústica e violino.
Ao contrário do que temos visto noutros concertos da “The River tour” o alinhamento foi diferente e até menor do que por exemplo o concerto de Barcelona, no entanto foram quase três horas de concerto com passagem por diversos alguns, tais como “Darkness on the edge of town” de 1978, “The river” de 1980, “Nebraska” de 1982, “Born in the USA” DE 1984  e “The Rising” de 2002. No entanto desta vez Bruce o tema “Purple Rain” que tocavam desde a morte de Prince não foi tocado.
De acordo com a organização cerca de 67 mil pessoas assistiram ao concerto e estiveram sempre participativas, emotivas e em sintonia com o espectáculo em si. Bruce canta e toca com a alma e com o coração, não se limita a estar ali presente, ele sente o que esta a tocar e a cantar e faz com que o público o sinta também, que encontre nas suas palavras alento, uma verdade escondida.
Não houve quem não saísse satisfeito dali, tanto profissionalismo, confiança e interacção com o publico só podiam deixar todos os presentes satisfeitos.

Texto: Carla Reis

Fotografia: Rúben Viegas

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