MOONSPELL
CINEMA SÃO JORGE - LISBOA
30 de OUTUBRO de 2010

A noite vestia negro, e conduzida por um carro funerário chegou ao São Jorge eram 21h30. Lá dentro minutos mais tarde entravam em palco os Opus Diabolicum.
Acompanhados dos seus violoncelos e tambores, a banda estava ali para fazer o que melhor sabe e assim ouvimos "Finisterra","Nocturna", "Vampiria"," Opus Diabolicum", "Tenebrarum Oratorium" e "Trebaruna".
Terminada a homenagem , o pano subiu e depois de alguma preparação voltaram com os seus idolos para a tão espera versão acustica dos temas dos Moonspell .
Logo a abrir as cerimónias escutamos "Handmade God", seguidos de "Wolfshade (A Werewolf Masquerade)",e "Disappear Here" .
Paragem obrigatória na historia dos Moonspell , "Opium" foi vociferado por todos sentados naquela magnifica sala de Lisboa, e como a cada sombra corresponde uma luz ,o irreverente deu lugar á beleza empolgada pelas Crystal Mountain Singers primeiro com "Scorpion Flower" e depois com a melancólica" Luna" sempre acompanhados pelas belissimas imagens que passavam em fundo.
Voltariamos ao albúm "Sin" com "Second Skin , "Magdalene" e "Mute" aproveitado por Fernando Ribeiro para uma pequena homenagem a Peter Steele, silenciado há alguns meses.
A caminho de terminar a noite,o tema magnifico "Senhores da Guerra", como que a limpar as “glórias” do passado invocadas em "Alma Mater". Música original dos Madredeus, Ribeiro não podia, por isso, deixar de gritar viva, aquela que na sua opinião é “a melhor banda portuguesa de sempre” e de deixar na memória de todos Francisco Ribeiro, seu violoncelista e fundador, falecido no mês passado.
E,palavras para quê, o ritual incontornável nos concertos de Moonspell, o momento de comunhão com o seu público, "Fullmoon Madness" chegou para encerrar a noite de forma bela e enigmática, deixando todos os que enchemos o São Jorge, felizes por mais um encontro.
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Jornalista: Telma Guerreiro
Fotografia: António Nascimento















