| Orphaned Land with the Stimmgewalt Choir |
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| 01 Outubro - Cinema São Jorge (Lisboa) |
| 1ª Parte: Mollust |
| Abertura de Portas: 20h00 - Inicio espetáculo: 21h00 |
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A mais internacional e inovadora das bandas israelitas estreia-se em Portugal em formato acústico e acompanhada por um épico ensemble vocal. No dia 1 de Outubro, os ORPHANED LAND sobem ao palco do Cinema São Jorge, em Lisboa, para – pela primeira vez no nosso país – protagonizarem um espetáculo muito especial e único, composto por um alinhamento totalmente acústico que contará com o participação do coro berlinense Stimmgewalt e com os convidados especiais Molllust, projeto germânico que promete encantar a plateia com a sua muito inovadora fusão de música clássica e metal. Provenientes de uma conturbada região dividida por visões religiosas radicalmente opostas, os ORPHANED LAND quebraram todas essas barreiras com a sua abordagem inovadora à música extrema e, pelo caminho, conseguiram fazer o impossível e unificar toda uma comunidade. Hoje contam com centenas de muçulmanos entre a sua leal base de seguidores e, por esta altura, já percorreram o mundo, levando a sua mensagem pacifista a milhares de pessoas. Quase duas décadas depois de terem dado os primeiros passos em Bat-Yam, continuam a cimentar a sua reputação como banda com um propósito forte, que vai muito além do death melódico e do folk metal contido em discos aplaudidos em uníssono como «Sahara», «El Norra Alila», «Mabool – The Story of The Three Sons of Seven», «The Never Ending Way of OrwarriOR» e «All Is One», de 2013. No campo de metal e do rock gótico, muitas bandas recorrem aos refrões épicos como um dispositivo estilístico essencial para fazer passar a sua mensagem e, apesar de tentarem evitar a todo o custo os mais batidos clichés do estilo em que se inserem, os ORPHANED LAND não são exceção a essa regra. Os STIMMGEWAT descrevem-se como "um coro de vozes poderosas cujo som dá à música uma profundidade que produz arrepios", por isso não é exatamente estranho que os israelitas tenham decidido juntar-se ao coro alemão na digressão acústica que vão levar a cabo durante os meses de Setembro e Outubro. Desde que se juntou, há quatro anos, em Berlim, o talentoso ensemble de vozes tem vindo a colaborar com bandas como Corvus Corax ou Van Canto e tornou-se presença assídua em diversos festivais de renome como o Wacken Open Air ou o M'Era Luna. A experiência acumulada faz com que se sintam tão confortáveis em palco como no estúdio, sendo que atualmente são mesmo um dos nomes mais requisitados quando uma banda de peso pretende colaborar com um coro capaz de produzir um som grandioso apoiado em belas vozes solistas. Esta primeira incursão dos ORPHANED LAND por Portugal em formato acústico vai contar também com os alemães MOLLUST como convidados. Tendo como principal objetivo materializar o arrojado conceito de "opera metal", o coletivo de Leipzig começou a combinar música clássica e metal em Dezembro de 2011. O primeiro concerto aconteceu pouco depois, com a vocalista/pianista Janika Groß acompanhada por Frank Schumacher na guitarra, Sandrine B. no violino, Lisa H. no violoncelo, Johannes Hank no baixo e Daniel Wölfer na bateria. Na Primavera do ano seguinte gravam o álbum de estreia com Andy Schmidt (dos Disillusion) e «Schuld» foi recebido com ótimas críticas. Simultaneamente, criam também um projeto de versões de Bach, participaram no BachSpiele e conseguem convencer o júri do famoso concurso com as suas adaptações dos clássicos, conquistando o primeiro lugar na competição. Mesmo com alguns acertos de formação pelo meio, regressam ao estúdio em 2013 para registar essas versões e, após uma atuação triunfal no M'Era Luna, são destacados como um dos mais promissores nomes da edição desse ano. O segundo longa-duração, fruto de um árduo processo de criação encetado há dois anos, será editado em breve.
Muito provavelmente uma das bandas de metal mais originais, pioneiras e revolucionárias de todo o mundo, os Orphaned Land são oriundos de Israel e fortemente influenciados pelos estilos musicais do Oriente Médio, que utilizam a seu favor para apimentar uma sonoridade que, na essência, é uma fusão de diversos subgéneros do som extremo que começaram a tomar forma na viragem da década de 80 para a de 90. Criados sob a designação original Resurrection, captaram rapidamente a atenção da cena underground para a sua abordagem pouco ortodoxa com a maqueta «The Beloved's Cry» de 1992 e, de seguida, assinaram contrato com o selo independente francês Holy Records, lançando dois álbuns muito bem recebidos, «Sahara» e «El Nora Alila», em 1994 e 1996. Numa altura em que a estranheza e a inovação eram aplaudidas com fervor, o som único da música dos Orphaned Land, uma brisa fresca vinda do Médio Oriente no meio da habitual produção proveniente dos Estados Unidos, Europa, Reino Unido e Escandinávia, ficou estabelecido. Durante este período, a banda, à altura composta por Kobi Farhi na voz, Yossi Sassi e Matti Svatitzki nas guitarras, Uri Zelcha no baixo, Itzik Levy nas teclas e Sami Bachar na bateria, manteve-se muito ativa, mas diversas dissensões internas, já para não mencionar o isolamento geográfico do sexteto em relação o espectro do metal internacional e da situação volátil em Israel, acabou por levá-los a porem o projeto em stand-by. Seguiu-se um longo silêncio, mas em 2001 decidem reunir-se para uma série de concertos, incluindo algumas atuações acústicas em Israel e na Turquia sob o lema The Calm Before The Flood (o concerto em Tel-Aviv daria origem a um lançamento ao vivo com o mesmo título). A resposta muito entusiasta ao regresso aos palcos depois de um hiato de quase seis anos mostrou que os álbuns lançados uns anos antes tinham vindo gradualmente a seduzir um grande número de seguidores em todo o mundo árabe e isso chegou para justificar uma reunião mais permanente. Após alguns ajustes no grupo, com a entrada de Eden Rabin nos teclados e Avi Diamand na bateria, os músicos assinam então contrato com a Century Media e, em 2004, lançou o muito aguardado terceiro álbum, «Mabool – The Story of The Three Sons of Seven». O disco chegou aos escaparates a 23 de Fevereiro e reafirmou a posição dos Orphaned Land como líderes da cena do metal no Oriente Médio e como a mais famosa banda israelita em todo o mundo. Os músicos embarcaram numa extensa tour, que os levou aos quatro continentes e a quase 30 países, estabelecendo-os como o primeiro coletivo oriundo de Israel a atuar no Wacken Open Air, no Summer Breeze, no Hellfest e no ProgPower, entre outros. Com data de edição apontada para o início de 2009, «The Never Ending Way of ORWarriOR», o quarto registo de estúdio, só chegou às lojas um ano depois, mas conseguiu superar o sucesso granjeado pelo álbum anterior. Inspirado pela eterna batalha entre a luz e a escuridão, o sexteto criou o seu trabalho mais ambicioso até à altura e, com produção e mistura a cargo de Steven Wilson (dos Porcupine Tree), transformou-o num êxito comercial. Ainda antes do ano chegar ao fim, fazem "suporte" aos Metallica em Israel, uma digressão por festivais de Verão – entre eles o Sonisphere, o Gods Of Metal e o Rock Hard – e «The Never Ending Way of ORWarriOR» é considerado "o melhor álbum de metal progressivo de 2010" pelos utilizadores do site Metal Storm. Antes de voltarem a estúdio, os músicos liderados pelo carismático Kobi Farhi embarcam numa tour norte-americana com os Katatonia e Swallow the Sun, ao que se segue outra campanha na Europa ao lado dos Amorphis e Ghost Brigade. Longe de serem uma banda prolífica em termos de edições só voltam a gravar no Outono de 2012, já com Chen Balbo no lugar de guitarrista após o abandono de Matty Svatitzky. O novo membro tornou-se instantaneamente parte integrante do processo de composição, gravação e produção de «All Is One», que acabaria por ser editado em Junho do ano seguinte. A 7 de janeiro de 2014, anunciam o abandono do guitarrista e co-fundador Yossi Sassi, prontamente substituído pelo multi-facetado Idan Amsalem. Os bilhetes para o concerto custam 17€, à venda nos locais habituais. |















