Ruben Viegas

Ruben Viegas

04 Julho | Hard Club (Porto)

Primeira Parte: Equaleft

Abertura Portas: 20h00 - Inicio espetáculo: 21h00

 
 
"Três anos depois de terem assinado uma atuação verdadeiramente explosiva em solo nacional, os SEPULTURA vão estar, por fim, de regresso a Portugal. A mais icónica das bandas brasileiras de peso apresenta «Machine Messiah» a 4 de Julho, no Hard Club, no Porto."
 
Três décadas depois de se terem juntado em Belo Horizonte e três anos depois de terem estado pela última vez em Portugal, os SEPULTURA vão estar de regresso ao nosso país em 2017. O espetáculo está marcado para o dia 4 de Julho, no Hard Club, no Porto, sendo que a banda brasileira promete elevar ainda um mais os já altíssimos níveis de intensidade da sua última passagem por cá, em que protagonizou um concerto incendiário no Paradise Garage, em Lisboa. Desta vez o quarteto toca uma data única a norte e, na bagagem, traz «Machine Messiah», o mais recente registo de estúdio, já o 14º de um percurso constante que os tem mostrado a evoluir musicalmente de uma forma que nunca ninguém poderia ter imaginado, durante os 80s, ao ouvir discos como «Bestial Devastation», «Morbid Visions» ou «Schizophrenia». A verdade é que, tantos anos depois, o coletivo hoje formado por Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Eloy Casagrande é já uma verdadeira instituição da música extrema, influência marcante em incontáveis grupos surgidos durante as últimas duas décadas e um dos nomes internacionais com mais afinidade com o público nacional.
 
Com 14 álbuns no fundo de catálogo não seria, de resto, difícil para os SEPULTURAconstruírem um alinhamento de clássicos e partirem em tour pelo mundo, vivendo à custa de um passado brilhante. A banda não parece, no entanto, de resto nunca pareceu, interessada em viver apenas e somente à custa do passado e, mesmo depois de ter perdido os dois elementos fundadores, nunca baixou os braços, continuando a esculpir, a pulso, um percurso sinuoso que desafia todas e quaisquer expectativas que se pudesse ter em relação a eles.
 
Fruto da convicção inabalável do timoneiro Andreas Kisser, os porta-estandartes da música de peso brasileira souberam como reerguer-se e, carregando nos ombros o peso inolvidável dos dias de glória que viveram na transição dos 80s para os 90s graças à sequência de álbuns clássicos formada por «Beneath The Remains», «Arise», «Chaos A.D.» e «Roots», reinventaram-se à luz deste novo milénio, caminhando por terrenos experimentais e aventureiros, mas com um pé firme na tradição thrash. Editado na sequência dos muito aplaudidos «A-Lex», «Kairos» e «The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart», «Machine Messiah» foi disponibilizado no dia 23 de Janeiro deste ano e veio quebrar um período de três anos de silêncio editorial por parte do coletivo com uma bomba refratária de riffs pesados, ritmos rápidos, arranjos elaborados e uma atitude experimental ainda um pouco mais arrojada. O risco foi, uma vez mais, recompensado com elogios por parte da crítica e uma receção calorosa por parte do público, de que é um ótimo exemplo a entrada para o #35 da tabela de vendas nacional.
 
Nesta paragem portuguesa da Machine Messiah Tour 2017, os SEPULTURA vão contar com os nacionais EQUALEFT como “suporte”. Contando com mais de uma década de existência, o grupo do Porto juntou-se em 2003 e, desde então, têm vindo paulatinamente a afirmar-se como um dos mais trabalhadores e astutos projetos criados em solo lusitano no Séc. XXI. Optando por seguir um esquema de crescimento sustentado, o quinteto começou por gravar dois singles, sucedidos rapidamente pela maqueta «as the irony preVails» e pelo EP «the truth Vnravels», em 2010. Essas quatro edições, recebidas de uma forma muito positiva pelo público e imprensa, mostraram uma banda apostada em fugir ao óbvio, à procura de uma linguagem própria enquanto iam diluindo as suas referências num som bem forte e poderoso, em que o virtuosismo dos instrumentistas tem tanta preponderância como a energia que caracterizam o vocalista do grupo. Em 2014, pouco mais de uma década depois de ter iniciado o seu percurso, a banda lançou finalmente o seu álbum de estreia – «adapt & survive», editado em parceria pela Raging Planet e Raising Legends – que se afirmou como um dos discos mais interessantes do ano, verdadeira explosão de balanço grave, atitude e muito peso, apoiado em guitarras de oito cordas.
 
Os bilhetes para o concerto custam 20€, à venda nos locais habituais.
 
 
BIOGRAFIA
 
A história dos brasileiros Sepultura começa, em Belo Horizonte, no ano de 1983. Mais precisamente no momento em que os irmãos Cavalera, Max e Igor, decidiram convidar dois colegas de liceu, Paulo Jr. e Jairo Guedz, para formar uma banda. Um ano depois, o dono da Cogumelo Records vê-os tocar num festival e contrata-os de imediato, seguindo-se a edição de «Bestial Devastation». Gravado em dois dias (e partilhado com os Overdose), é editado em 1985 e dá origem a uma tour pelo Brasil, que antecede o álbum de estreia, «Morbid Visions», e a troca de Jairo por Andreas Kisser, em 1986. O passo seguinte é dado com «Schizophrenia», o último disco para a Cogumelo e aquele em que começam a dar que falar, vendendo cerca de 10.000 cópias nas primeiras semanas. A New Renaissance lançou-o depois nos Estados Unidos e, em 1989, surge a oferta por parte da Roadrunner Records para um contrato de sete anos, que assinam para o lançamento do derradeiro terceiro disco. Gravado em nove dias e produzido por Scott Burns, o hoje clássico «Beneath the Remains», afirmou-os como sérios candidatos ao pódio do thrash, sendo considerado um dos melhores lançamentos do ano e comparado ao «Reign in Blood», dos Slayer. Os Sepultura fazem pela primeira vez uma digressão fora do Brasil, que inclui uma paragem no Dynamo Open Air, onde tocam para cerca de 26.000 pessoas e conhecem Gloria Bujnowski, que se transforma na manager do grupo. É aí que começa a escalada para o sucesso... Em 1991, tocam no Rock in Rio II, para 50.000 pessoas e, dois meses depois, lançam «Arise», que vende cerca de 160.000 cópias nas oito primeiras semanas. Sucedem-se muitos concertos e, dois anos depois, «Chaos AD», o primeiro com influências tribais e que dá origem aos singles «Refuse/Resist», «Territory» e «Slave New World».
 
Em 1996, o single «Roots Bloody Roots» antecede o álbum «Roots», o trabalho mais experimental da sua carreira até à data, incluindo um tema com participação de Carlinhos Brown, dois gravados com os índios Xavantes e presença de percussão, berimbau e batidas tribais ao longo de todo o disco. A meio da digressão mundial de promoção, a banda é informada da morte de Dana Wells, um dos filhos de Gloria. Tocam como trio no Monsters of Rock desse ano e terminam a tour no Ozzfest, após cancelarem três semanas de concertos nos Estados Unidos. Em Dezembro de 1996, rebenta a bomba: Max Cavalera deixara a banda, depois de Gloria, sua mulher, ter sido despedida pelos outros três membros. O próximo ano e meio foi de indefinição, com o silêncio quebrado apenas pela compilação «Blood-Rooted». Só no início de 1998 voltam ao ativo, com o norte-americano Derrick Green na voz e Kisser a assegurar todas as partes de guitarra. Em Maio, viajavam até ao Japão para colaborar com os Kodo. O resultado, intitulado «Kamaitachi», é incluído no primeiro longa-duração da fase pós-Max. Sobrevivendo ao período mais difícil da sua carreira, os Sepultura voltam à carga com «Against», que chega aos escaparates em 1998. Apesar das reações pouco consensuais, os músicos seguem o seu caminho, gravando «Nation» em 2001, «Revolusongs», um EP de versões, em 2002, «Roorback» em 2003 e o primeiro disco ao vivo da sua carreira, «Live In São Paulo», em 2005. O décimo álbum de estúdio, «Dante XXI», é editado em 2006, baseado n'«A Divina Comédia» de Dante Alighieri. O primeiro fruto da união à SPV Records é também o terceiro álbum conceptual da carreira da banda, na sequência de «Roots» e «Nation». É por esta altura que surgem os primeiros rumores de uma reunião com Max, mas – para surpresa geral – o regresso da carismática voz do grupo nunca se chega a materializar e, antes de começarem a tour de promoção a «Dante XXI», Igor decide abandonar, sendo substituído por Jean Dolabella.
 
Depois de mais de 100 concertos, que os levaram da Europa aos Estados Unidos, passando também pela América Latina, Kisser e companhia começam então a desenvolver o conceito do próximo disco, o primeiro sem qualquer Cavalera no grupo. Baseado em «A Clockwork Orange», «A-Lex» foi produzido nos Estúdios Trama, em São Paulo, com Stanley Soares, e editado no início de 2009. Produzido pelo guitarrista Roy Z, «Kairos», o 12º álbum dos Sepultura, marcou a estreia na Nuclear Blast e mostrou-os a adotarem uma sonoridade consideravelmente mais pesada e foi muitíssimo bem recebido pela crítica especializada, trepando ao top de vendas de vários países europeus. A 16 de Abril de 2011, tocam na Virada Cultural de São Paulo – num concerto especial em que interpretaram alguns dos seus temas mais conhecidos acompanhados pela Orquestra Experimental de Repertório – e, já em Novembro do mesmo ano, Dolabella sai e entra para o seu lugar Eloy Casagrande, um talentoso jovem de 20 anos. É com esta formação que participam na digressão Thrashfest Classics e que, em Dezembro de 2012, começam a gravar «The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart». Em 2013, antes da edição do novo álbum, tocam duas vezes no Rock In Rio, primeiro numa colaboração com os franceses Tambours du Bronx e uns dias depois, no palco Sunset, com o cantor Zé Ramalho, num espetáculo a que chamaram ”Zépultura” e que lhes valeu rasgados elogios. Composto durante os dois últimos anos, «Machine Messiah» marcou o regresso dos brasileiros aos registos de longa-duração em Janeiro de 2017. Produzido pelo sueco Jens Bogren, o 14º álbum de estúdio dos Sepultura foi disponibilizado uma vez mais com selo Nuclear Blast e recebido com aplausos unânimes, sendo que a banda tem passado os últimos meses a promovê-lo com concertos deste e do outro lado do Atlântico, ao lado de bandas como Kreator e Testament.
 
 
 
 
Press Release: Prime Artists
 
Três décadas depois de se terem juntado em Belo Horizonte e três anos depois de terem estado pela última vez em Portugal, os SEPULTURA vão estar de regresso ao nosso país em 2017. O espetáculo está marcado para o dia 4 de Julho, no Hard Club, no Porto, sendo que a banda brasileira promete elevar ainda um mais os já altíssimos níveis de intensidade da sua última passagem por cá, em que protagonizou um concerto incendiário no Paradise Garage, em Lisboa. Desta vez o quarteto toca uma data única a norte e, na bagagem, traz «Machine Messiah», o mais recente registo de estúdio, já o 14º de um percurso constante que os tem mostrado a evoluir musicalmente de uma forma que nunca ninguém poderia ter imaginado, durante os 80s, ao ouvir discos como «Bestial Devastation», «Morbid Visions» ou «Schizophrenia». A verdade é que, tantos anos depois, o coletivo hoje formado por Andreas Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Eloy Casagrande é já uma verdadeira instituição da música extrema, influência marcante em incontáveis grupos surgidos durante as últimas duas décadas e um dos nomes internacionais com mais afinidade com o público nacional.
 
Com 14 álbuns no fundo de catálogo não seria, de resto, difícil para os SEPULTURAconstruírem um alinhamento de clássicos e partirem em tour pelo mundo, vivendo à custa de um passado brilhante. A banda não parece, no entanto, de resto nunca pareceu, interessada em viver apenas e somente à custa do passado e, mesmo depois de ter perdido os dois elementos fundadores, nunca baixou os braços, continuando a esculpir, a pulso, um percurso sinuoso que desafia todas e quaisquer expectativas que se pudesse ter em relação a eles.
 
Fruto da convicção inabalável do timoneiro Andreas Kisser, os porta-estandartes da música de peso brasileira souberam como reerguer-se e, carregando nos ombros o peso inolvidável dos dias de glória que viveram na transição dos 80s para os 90s graças à sequência de álbuns clássicos formada por «Beneath The Remains», «Arise», «Chaos A.D.» e «Roots», reinventaram-se à luz deste novo milénio, caminhando por terrenos experimentais e aventureiros, mas com um pé firme na tradição thrash. Editado na sequência dos muito aplaudidos «A-Lex», «Kairos» e «The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart», «Machine Messiah» foi disponibilizado no dia 23 de Janeiro deste ano e veio quebrar um período de três anos de silêncio editorial por parte do coletivo com uma bomba refratária de riffs pesados, ritmos rápidos, arranjos elaborados e uma atitude experimental ainda um pouco mais arrojada. O risco foi, uma vez mais, recompensado com elogios por parte da crítica e uma receção calorosa por parte do público, de que é um ótimo exemplo a entrada para o #35 da tabela de vendas nacional.
 
Nesta paragem portuguesa da Machine Messiah Tour 2017, os SEPULTURA vão contar com os nacionais EQUALEFT como “suporte”. Contando com mais de uma década de existência, o grupo do Porto juntou-se em 2003 e, desde então, têm vindo paulatinamente a afirmar-se como um dos mais trabalhadores e astutos projetos criados em solo lusitano no Séc. XXI. Optando por seguir um esquema de crescimento sustentado, o quinteto começou por gravar dois singles, sucedidos rapidamente pela maqueta «as the irony preVails» e pelo EP «the truth Vnravels», em 2010. Essas quatro edições, recebidas de uma forma muito positiva pelo público e imprensa, mostraram uma banda apostada em fugir ao óbvio, à procura de uma linguagem própria enquanto iam diluindo as suas referências num som bem forte e poderoso, em que o virtuosismo dos instrumentistas tem tanta preponderância como a energia que caracterizam o vocalista do grupo. Em 2014, pouco mais de uma década depois de ter iniciado o seu percurso, a banda lançou finalmente o seu álbum de estreia – «adapt & survive», editado em parceria pela Raging Planet e Raising Legends – que se afirmou como um dos discos mais interessantes do ano, verdadeira explosão de balanço grave, atitude e muito peso, apoiado em guitarras de oito cordas.
 
Os bilhetes para o concerto custam 20€, à venda a partir do dia 29 de Março, nos locais habituais.
 
Biografia
A história dos brasileiros Sepultura começa, em Belo Horizonte, no ano de 1983. Mais precisamente no momento em que os irmãos Cavalera, Max e Igor, decidiram convidar dois colegas de liceu, Paulo Jr. e Jairo Guedz, para formar uma banda. Um ano depois, o dono da Cogumelo Records vê-os tocar num festival e contrata-os de imediato, seguindo-se a edição de «Bestial Devastation». Gravado em dois dias (e partilhado com os Overdose), é editado em 1985 e dá origem a uma tour pelo Brasil, que antecede o álbum de estreia, «Morbid Visions», e a troca de Jairo por Andreas Kisser, em 1986. O passo seguinte é dado com «Schizophrenia», o último disco para a Cogumelo e aquele em que começam a dar que falar, vendendo cerca de 10.000 cópias nas primeiras semanas. A New Renaissance lançou-o depois nos Estados Unidos e, em 1989, surge a oferta por parte da Roadrunner Records para um contrato de sete anos, que assinam para o lançamento do derradeiro terceiro disco. Gravado em nove dias e produzido por Scott Burns, o hoje clássico «Beneath the Remains», afirmou-os como sérios candidatos ao pódio do thrash, sendo considerado um dos melhores lançamentos do ano e comparado ao «Reign in Blood», dos Slayer. Os Sepultura fazem pela primeira vez uma digressão fora do Brasil, que inclui uma paragem no Dynamo Open Air, onde tocam para cerca de 26.000 pessoas e conhecem Gloria Bujnowski, que se transforma na manager do grupo. É aí que começa a escalada para o sucesso... Em 1991, tocam no Rock in Rio II, para 50.000 pessoas e, dois meses depois, lançam «Arise», que vende cerca de 160.000 cópias nas oito primeiras semanas. Sucedem-se muitos concertos e, dois anos depois, «Chaos AD», o primeiro com influências tribais e que dá origem aos singles «Refuse/Resist», «Territory» e «Slave New World».
 
Em 1996, o single «Roots Bloody Roots» antecede o álbum «Roots», o trabalho mais experimental da sua carreira até à data, incluindo um tema com participação de Carlinhos Brown, dois gravados com os índios Xavantes e presença de percussão, berimbau e batidas tribais ao longo de todo o disco. A meio da digressão mundial de promoção, a banda é informada da morte de Dana Wells, um dos filhos de Gloria. Tocam como trio no Monsters of Rock desse ano e terminam a tour no Ozzfest, após cancelarem três semanas de concertos nos Estados Unidos. Em Dezembro de 1996, rebenta a bomba: Max Cavalera deixara a banda, depois de Gloria, sua mulher, ter sido despedida pelos outros três membros. O próximo ano e meio foi de indefinição, com o silêncio quebrado apenas pela compilação «Blood-Rooted». Só no início de 1998 voltam ao ativo, com o norte-americano Derrick Green na voz e Kisser a assegurar todas as partes de guitarra. Em Maio, viajavam até ao Japão para colaborar com os Kodo. O resultado, intitulado «Kamaitachi», é incluído no primeiro longa-duração da fase pós-Max. Sobrevivendo ao período mais difícil da sua carreira, os Sepultura voltam à carga com «Against», que chega aos escaparates em 1998. Apesar das reações pouco consensuais, os músicos seguem o seu caminho, gravando «Nation» em 2001, «Revolusongs», um EP de versões, em 2002, «Roorback» em 2003 e o primeiro disco ao vivo da sua carreira, «Live In São Paulo», em 2005. O décimo álbum de estúdio, «Dante XXI», é editado em 2006, baseado n'«A Divina Comédia» de Dante Alighieri. O primeiro fruto da união à SPV Records é também o terceiro álbum conceptual da carreira da banda, na sequência de «Roots» e «Nation». É por esta altura que surgem os primeiros rumores de uma reunião com Max, mas – para surpresa geral – o regresso da carismática voz do grupo nunca se chega a materializar e, antes de começarem a tour de promoção a «Dante XXI», Igor decide abandonar, sendo substituído por Jean Dolabella.
 
Depois de mais de 100 concertos, que os levaram da Europa aos Estados Unidos, passando também pela América Latina, Kisser e companhia começam então a desenvolver o conceito do próximo disco, o primeiro sem qualquer Cavalera no grupo. Baseado em «A Clockwork Orange», «A-Lex» foi produzido nos Estúdios Trama, em São Paulo, com Stanley Soares, e editado no início de 2009. Produzido pelo guitarrista Roy Z, «Kairos», o 12º álbum dos Sepultura, marcou a estreia na Nuclear Blast e mostrou-os a adotarem uma sonoridade consideravelmente mais pesada e foi muitíssimo bem recebido pela crítica especializada, trepando ao top de vendas de vários países europeus. A 16 de Abril de 2011, tocam na Virada Cultural de São Paulo – num concerto especial em que interpretaram alguns dos seus temas mais conhecidos acompanhados pela Orquestra Experimental de Repertório – e, já em Novembro do mesmo ano, Dolabella sai e entra para o seu lugar Eloy Casagrande, um talentoso jovem de 20 anos. É com esta formação que participam na digressão Thrashfest Classics e que, em Dezembro de 2012, começam a gravar «The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart». Em 2013, antes da edição do novo álbum, tocam duas vezes no Rock In Rio, primeiro numa colaboração com os franceses Tambours du Bronx e uns dias depois, no palco Sunset, com o cantor Zé Ramalho, num espetáculo a que chamaram ”Zépultura” e que lhes valeu rasgados elogios. Composto durante os dois últimos anos, «Machine Messiah» marcou o regresso dos brasileiros aos registos de longa-duração em Janeiro de 2017. Produzido pelo sueco Jens Bogren, o 14º álbum de estúdio dos Sepultura foi disponibilizado uma vez mais com selo Nuclear Blast e recebido com aplausos unânimes, sendo que a banda tem passado os últimos meses a promovê-lo com concertos deste e do outro lado do Atlântico, ao lado de bandas como Kreator e Testament.
 
 
 

Deep Purple com The Long Goodbye Tour, dia 6 de Julho no Meo Arena em Lisboa.

Esta será a última oportunidade de ver os nomeados para a Rock ‘n’ Roll Hall of Fame, Deep Purple, uma das bandas mais icónicas de sempre, na digressão de suporte ao seu novo álbum ‘inFinite’ a ser editado nos primeiros meses de 2017 pela earMusic early, e cujo primeiro single será lançado a 20 de Janeiro. 

Ian Gillan, Roger Glover, Ian Paice, Steve Morse e Don Airey (Fase VIII da banda) continuam a explorar os caminhos diversificados do hard rock - as texturas e nuances dos trabalhos mais recentes nada têm de recauchutado. 

Se pusermos o catálogo inteiro da banda a tocar em modo aleatório, o resultado será um dos melhores tributos à música rock. Nos anos mais recentes, os Deep Purple têm-se alargado progressivamente a novas áreas do rock, de modo a captar o interesse de fãs que ainda não eram nascidos na época em que os Deep Purple dominavam a cena musical. Os álbuns ‘In Rock’ (1970) ‘Machine Head’ (1972) e ‘Made In Japan’ editado em 1973, catapultaram a banda para o topo da tabela no que toca a facturação em espectáculos ao vivo e vendas de discos pelo mundo inteiro, com a música ‘Smoke On The Water’ a alcançar o estatuto de mega hit. 

Tendo acumulado tantas músicas que são consideradas “clássicos”, os alinhamentos dos concertos ao vivo são sempre alvo de debate entre os fãs mais antigos e os mais recentes, especialmente com a nova edição de ‘NOW WHAT ?!’, o álbum com título de ouro que entrou nos top 10 de todo o mundo. O último capítulo de uma carreira com mais de 120 milhões de álbuns vendidos, e que vendeu por si só mais de meio milhão de cópias tendo a banda vendido mais de 1 milhão de bilhetes para concertos desde a sua edição. 

Os vídeos "From the Setting Sun in Wacken" e "To the Rising Sun in Tokyo" atingiram, no mesmo dia, o 1º e 2º lugares na tabela de vídeos do Reino Unido, mostrando assim o fascínio que os espectáculos da banda exercem junto dos seus fãs.

BILHETES

BALCÃO 2: € 35.00
PLATEIA EM PÉ: €45.00 
BALCÃO 1: € 55.00
BALCÃO 0: € 65.00
RAMPAS: € 35.00
(mobilidade condicionada)

Press Release: Ritmos e Blues

domingo, 11 junho 2017 13:18

NOS Primavera Sound 2017 - 10 Junho 2017

Portugal recebeu os parabéns da diva Elza Soares e atuações absolutamente inesquecíveis de Aphex Twin, The Make-Up e The Black Angels. Dificilmente o Nos Primavera Sound poderia ter encerrado de melhor forma a sexta edição.

O herói máximo do dia tem por nome Ian Svenonius. O mentor e vocalista dos Make-Up foi interventivo, filosofou e apresentou temas dos para muitos clássicos “Sound Verite” (1997), “In Mass Mind” (1998) e “Save Yourself” (1999). Nós que tivemos a sorte de os ver e entrevistar no pequeno e histórico L’Ubu, em Rennes, em dezembro de 1997, sabíamos bem ao que íamos e, passados estes anos todos, não nos sentimos minimamente defraudados, bem pelo contrário. Um feroz animal de palco que habitou constantemente as primeiras filas, equilibrando-se em cima do público, com o apoio de seguranças e de alguns fãs mais acérrimos, com o seu estilo peculiar de literalmente engolir o microfone enquanto canta o maravilhoso selvagem gospel apocalíptico. O som esteve no ponto e, qual Vinho do Porto, foi curioso confirmar a vitalidade de canções com praticamente vinte anos. Gostávamos muito de os voltar a ver novamente em nome próprio, obrigado Nos Primavera Sound por mais um precioso episódio da ‘máquina do tempo’ (falta agora convidar Bobby Conn, Trans Am ou Les Georges Leningrad, por exemplo).

Mais tarde, no mesmo palco, os Black Angels tocaram quase integralmente o recém-editado “Death Song”, de longe o seu melhor trabalho, uma autêntica viagem aos anos 70 e ao psicadelismo rock. Diversificado, com alma, ótimas letras e uma invejável produção. Infelizmente os texanos receberam um horário relativamente ingrato: o de competir com o genial Richard D. James, Aphex Twin.

E o músico britânico autor de discos essenciais como “Richard D. James Album” (1996), “Drukqs” (2001) ou “Syro” (2014), e de inúmeras remisturas ‘for cash’, não esteve para brincadeiras. Quinze anos volvidos da fase da obscuridade onde o viramos no Número Festival ou no Primavera Sound de Barcelona quase na penumbra, Aphex apresenta-se agora com 15 ecrãs em palco (contando com os painéis laterais) mas aponta a câmara para as filas da frente, acrescenta efeitos e distorce a realidade (será um ‘efeito’ aplicável em tempo real desenvolvido pelo amigo realizador dos icónicos “Come to Daddy”, "Windowlicker" e “Rubber Johnny”, Chris Cunningham?) em ‘batidas’ visuais que acompanham os elevados bpm do seu live act/deejaying. Musicalmente irrepreensível e, até, frequentemente inovador, o ‘tio’ Aphex soube cativar e surpreender a audiência com as sonoridades mais arrojadas e experimentais de todo o festival (nem Nicolas Jaar conseguiu aproximar-se).

Depois destes três colossais concertos, arrastámo-nos, literalmente, até ao palco Pitchfork para testemunhar os ‘punkers’ Against Me na apresentação do mais recente “Shape Shift With Me” (2016). Após uma pausa para um fantástico crepe de banana, amendoim e chocolate, regressamos ao Pitchfork (o único palco que se ‘estica’ madrugada fora) para testemunhar a atuação inspirada de Tycho - heterónimo do músico Scott Hansen que apresentou também um disco do ano passado, o curioso “Epoch” -, a apresentação ‘techno-house’ da dupla de Belfast, Bicep (Andy Ferguson e Matt McBriar) e o dj set de Marc Piñol (aka DJ de Mierda - sinceramente não é assim tão mau, mas também não foi propriamente diferenciador). A afterparty oficial prometia mais do que cumpriu, e a falta do estóico Nuno Lopes foi sentida.

Horas antes, no palco Super Bock, o Sampha promovia o disco de estreia “Process”, editado no início do ano. Infelizmente o som sofrível impediu a real perceção da qualidade vocal do músico londrino e optámos por ‘debandar’ até ao palco ponto, uns metros acima, onde atuavam os norte-americanos Shellac.

A banda de Steve Albini (guitarras e voz), Bob Weston (baixo, guitarra e voz) e Todd Trainer (bateria), campeã de participações no Primavera Sound (Barcelona e Porto, presença constante desde o concerto fabuloso no Auditori Forum, em 2006; depois disso voltaram sistematicamente ao palco ATP, agora palco ponto, em Portugal). Certamente que regressam em 2018 para a apresentação comemorativa dos vinte anos do icónico “Terraform”. Depois de tantas atuações, os Shellac ainda conseguem surpreender, o som esteve particularmente bom este ano e a hora mágica (por-do-Sol) pode muito bem ter sido escolhida pela própria banda, que parece adorar o palco e o cenário. Voltem, serão sempre bem recebidos.

Mitski, no palco Pitchfork, também ela em modo ‘power trio’, deu continuidade ao indie rock dos Shellac, com uma bela voz e presença - certamente que ouviremos falar mais da artista norte-americana de ascendência nipónica. De Sacramento ‘aterrou’ no Parque da Cidade o hip hop industrial experimental dos Death Grips - MC Ride (voz), Zach Hill (bateria, programação) e Andy Morin (teclas e baixo) -, onde apresentaram o recente “Bottomless Pit” (2016). Num registo bem diferente, a colaboradora de Ariel Pink, e também californiana Weyes Blood, nascida Natalie Mering, causou sensação pelo intimismo que conseguiu no palco Pitchfork.

Sensivelmente à mesma hora, os ingleses Metronomy habitavam o palco principal com as belas melodias dos álbuns “The English Riviera” (2011) e “Love Letters” (2014); infelizmente o mais recente “Summer 08” (2016) não apresenta a mesma qualidade de composição que os anteriores, apresentados em Portugal na devida altura. A revisão da matéria dada teve os seus momentos geniais, casos de “I’m Aquarius” ou “The Bay”.

Editado em janeiro de 2017, “Near to the Wild Heart of Life” revela uns Japandroids mais adultos. Os canadianos são agora menos noise e mais rock, a caminho de transformarem numa banda de estádio. Pelo caminho ficou alguma magia e algumas canções quase pop noise, como “The House That Heaven Built".

“Que massa!”, afirma Elza Soares, na primeira pausa do concerto, olhando para o cenário e para os milhares que tem em frente. Boa parte deles terão ouvido o divinal “A Mulher do Fim do Mundo” (2015), outros terão visto os vídeos e concertos anteriores (no Coliseu de Lisboa, por exemplo) e já sabiam do furacão musical que se aproximava. Praticamente com 87 anos, Elza apresenta-se num majestoso trono, no centro do palco. A mobilidade, no entanto, é uma falsa questão, uma vez que a carioca que já viveu ‘mil vidas’ (algumas bastante sofridas, leia-se a biografia…) enche o palco de voz e sentimento - e os excelentes músicos que a acompanham preenchem o resto.

“A Mulher do Fim do Mundo”, “Maria da Vila Matilde”, “Pra Fuder” ou “Malandro”, com muitas mensagens e alertas pertinentes como “cê vai-se arrepender de levantar a mão para mim”; “chega de sofrer calada, mulher tem de gritar, gemer só com prazer; reportem os abusos!” ou “mataram a Gilberta, uma transexual, é importante que outras Gilbertas não aconteçam” recebem ovação geral. Samplers, rock, funk, boas vibrações da música brasileira, uma voz poderosíssima de uma grande senhora e Rubi, contorcionista, senhor de uma voz quase tão fabulosa quanto a da diva em (Benedito &) “Benedita”. “Obrigada e parabéns Portugal”. E nisto canta o início dos parabéns e o público acompanha, em plena comunhão. Ouça-se a mensagem e o contributo interno e externo de mudança do mundo. Que cada um siga os melhores exemplos e faça o melhor que conseguir.

Sair do palco Super Bock para apanhar a recta final do concerto dos Wand no palco ponto. Uma bela gestão de pausas, com muita distorção, noise e som de garagem. Nisto atravessámos novamente para espreitar o palco Nos, habitado a esta hora pelos The Growlers. Ao fim de meia dúzia de canções optámos por ir jantar, tal era o ‘adormecimento’ imposto pelos californianos.

A exploração de novos sons - e as belas transições entre temas - executada com perícia por uns Evols coesos e competentes. Três guitarras, voz, bateria e baixos bem vincados, poderosos. A música portuguesa mais uma vez com belas referências e a dar cartas no palco principal do Nos Primavera Sound. Pena a audiência não ser um nada superior.

O mesmo poderia ser escrito sobre a catalã-irlandesa Núria Graham, autora do belíssimo “Bird Eyes” (2015), dona de uma voz encantadora. À mesma hora dos Evols, no palco ponto, atuaram os magníficos malianos Songhoy Blues que viramos há dois anos no Castelo de Sines, cortesia do Festival Músicas do Mundo.

Em conferência de imprensa a organização avançou 7, 8 e 9 de junho como as datas de 2018. A Nos considerou o Primavera o festival “mais bonito do mundo”, José Barreiro, diretor do Nos Primavera Sound, referiu, novamente, a venda integral de bilhetes na sexta-feira, dia de Bon Iver (Justin Vernon terá dito que o Primavera é o festival mais “fofinho que existe”), a tentativa de tornar o evento mais confortável, nomeadamente em termos de casas de banho, e a Câmara do Porto procurará tornar o “maior parque urbano da Europa” de melhores condições ecológicas em 2018. Encontramo-nos por lá para o confirmar daqui a, sensivelmente, um ano.

Texto: Filipe Pedro

Ariana, Grande em produção parca em palavras

A Meo Arena esperava ansiosamente pela entrada de Ariana Grande em palco quando um ecran gigante inicia, num relógio eletrónico, a regressão de 10 minutos até ao inicio do espetáculo.

A histeria foi imediata e os berros de ansiedade e alegria foram acompanhados de um vídeo que mostrava Ariana a compor o cabelo e as roupas e culminou em “Hold Up” um cover de Beyoncé.

O palco escurece e entra Ariana e os bailarinos em contra luz. A partir deste momento foi um jogo de produção gigantesco com um sistema de luzes e lazers avassalador, coreografias, mudanças de cenário e guarda roupa, e set list escolhido na perfeição que manteve sempre o concerto no auge, sem um momento de calmaria.

Não obstante, “Somewhere Over The Rainbow” e o logo das orelhas negras que se tornou viral, em homenagem ao atentado terrorista de Manchester à saída do local do seu concerto, marcou o momento mais solene da noite.

Os duetos foram muitos com samplers disparados onde se juntava Ariana e a sua voz magistral. Lil’Wayne em “Let Me Love You” e Nikky Minaj em “Side To Side”, apareceram no vídeowall para auxiliar a veracidade da atuação e a coesão com os originais.

Com um som que roçava uma perfeição raramente conseguida na acústica ingrata da Meo Arena, Ariana apresentou uma banda, ao estilo Prince, que acompanhou até ao fim todas as notas que saíam de tão pequena figura com tão potente voz. Êxitos como “One Last Time” ou “Focus”, que nos trouxe o revivalismo dos filmes de James Bond com a silhueta da artista num cilindro, em poses sensuais, que acompanhavam a dinâmica e a essência do que são os seus temas e a sua mensagem.

“Dangerous Woman” que dá nome à tour que passou por Portugal, apesar do momento traumático sofrido em Inglaterra, fechou um concerto eficiente, mas pouco interativo.

Ariana é de poucas palavras, alguns obrigados e incentivos à gritaria, mas pouca troca de palavras ou de mensagens mais relevantes.

Mas a emoção estava implícita apesar de ter faltado, como um elefante na sala, quebrar o gelo com o público sedento de chegar mais perto, mesmo por palavras. Talvez essa, a forma mais importante.

No entanto, o público, maioritariamente composto por jovens e crianças nunca esmoreceu.

Só lamento não ter assistido a uma casa cheia, composta, mas não esgotada como merecia, não só pela música mas pela demonstração mais do que necessária, nos dias que correm, do melhor que a cultura ocidental nos oferece, a luta pela liberdade, bondade e cooperação entre povos.

Quem falhou por medo, não falhou um concerto, falhou muito mais.

Texto: Vera Rodrigues

domingo, 11 junho 2017 13:51

Mastodon ao vivo no Meo Arena (Sala Tejo)

21 Junho | Meo Arena (Sala Tejo)

Abertura Portas: 20h00 - Inicio espetáculo: 21h00

"Cinco longos anos de ausência depois, os MASTODON regressam por fim a Portugal no próximo dia 21 de Junho, para uma atuação em nome próprio na Sala Tejo da Meo Arena, em Lisboa."

Durante as últimas décadas tornou-se óbvio que há muito de válido a acontecer criativamente no submundo da música extrema – feitas as contas, é a versão mainstream do género que começa a precisar desesperadamente de um novo conjunto de super-heróis. Por muito que nos custe admiti-lo, é cada vez mais notório que os pioneiros da tendência parecem já não ter força suficiente para contrariar o sistema, verdadeiros colossos vergados ao peso de uma indústria que, como qualquer outra, tem como principal objetivo o proveito ao invés da arte. Cabe, portanto, às gerações mais jovens, e com mais sangue na guelra, ocuparem um lugar de liderança na insurreição e ajudarem à criação de novos padrões, providenciando a proverbial injeção de sangue saudável numa tendência que corre o sério risco de estagnar mais cedo do que previsto. No limiar do salto para a primeira divisão da tendência, os MASTODON são – sem margem para quaisquer dúvidas – quem melhor consegue uma carreira equilibrada na ténue linha que separa a validade criativa e o sucesso em larga escala. Um caso raro de talento aliado à perícia técnica e a doses de inteligência ímpar, traduzido num fundo de catálogo substancial e sem mácula, aplaudido de forma consensual pelo público e pela crítica.
 
Somando já quase duas décadas de carreira, sete álbuns de estúdio, dois registos ao vivo, uma coletânea e mais de uma dúzia de EPs, splits e singles, a banda oriunda de Atlanta tem mostrado saber exatamente como progredir sem nunca estagnar, afirmando-se como um daqueles nomes de que, por esta altura, já ninguém espera outra coisa que não seja o inesperado. Desde bem cedo apostando numa identidade pessoal muito vincada e mostrando uma solidez invejável – os MASTODON são, desde o lançamento do EP de estreia em 2001, Troy Sanders no baixo/voz, Brann Dayior na bateria/voz, Bill Kelliher na guitarra/voz e Brent Hinds na guitarra/voz –, souberam como agarrar-se ao seu eclético leque de influências para criarem uma sonoridade muito própria e difícil de catalogar de forma estanque, capaz de agradar de igual forma a fanáticos do peso extremo, a adoradores do rock mais orelhudo ou a intelectuais dos sons progressivos. Uma coisa é certa, não há, hoje em dia, outra banda como esta, apesar de todos os copycats que foram surgindo em cena desde que começaram a partilhar palcos com gigantes como os Metallica e a transformar-se numa fonte de inspiração para toda uma nova geração de músicos apostados em fugir ao óbvio.
 
Alicerçado na força e genialidade melódica dos riffs e leads dedilhados pela dupla Kelliher/Hinds, no talento irrequieto de Dailor atrás da bateria, no ritmo pulsante do baixo de Sanders e num potente ataque vocal quadruplo, que lhes permite harmonizar refrães que ficam de imediato colados no córtex do ouvinte, a cada disco novo que grava, o quarteto norte-americano tem-se atirado sucessivamente de cabeça a novas experiências sonoras mirabolantes, que – sem fugirem muito ao esquema que delinearam desde bem cedo para a sua sonoridade – tem dado origem a alguns dos discos mais interessantes e desafiantes da última década. Das descargas colossais de «Remission» e «Leviathan» à atitude consideravelmente mais direta e orelhuda de «Once More 'Round The Sun», passando por exigentes exercícios conceptuais como «Blood Mountain», «Crack The Skye» e «The Hunter», para cada lugar de destaque na tabela de vendas da Billboard, para cada concerto esgotado ou para cada nomeação para os Grammys, há uma coleção de grandes temas e sucessivas demonstrações de um talento sem igual. A mais recente chama-se «Emperor of Sand», tem data de edição agendada para o próximo dia 31 de Março e vai servir de mote a um muito aguardado regresso dos MASTODON a Portugal, marcado para 21 de Junho, na Sala Tejo da Meo Arena, em Lisboa.
 
Os bilhetes para o concerto custam 28€, nos locais habituais.
 
 
Oriundos de Atlanta, na Georgia, os Mastodon tomaram forma, corria o ano de 2000, à volta do enorme talento de Bill Kelliher, Brann Dailor, Troy Sanders e Brent Hinds. Eventualmente, o grupo acabaria mesmo por transformar-se numa das mais notáveis propostas saídas do movimento que alguém decidiu batizar como New Wave Of American Heavy Metal, um caldeirão lato, transversal a diversas gerações, que alberga nomes tão diversos como Pantera, Machine Head, Lamb Of God ou Killswitch Engage. A sua abordagem ultra inovadora, e liricamente astuta, à fusão de metal, hardcore e rock progressivo, permitiu aos quatro músicos estabelecerem reputação como uma das propostas mais excitantes da sua geração e, mais importante ainda, afirmarem-se como uma das bandas extremas mais proeminentes do início do Séc. XXI. Inspirado pelo amor comum por grupos como Melvins, Black Sabbath, Neurosis e Thin Lizzy, o quarteto começou a compor rapidamente os primeiros originais e, em 2001, grava a maqueta de quatro temas que lhe valeu a assinatura de um contrato com a influente Relapse, casa mãe de coletivos tão reputados como Neurosis, The Dillinger Escape Plan, Burnt By The Sun ou Today Is The Day, de quem a dupla Kelliher/Dailor fez parte durante o ciclo do icónico «In The Eyes Of God». Ainda esse ano não tinha chegado ao fim editam o EP «Lifesblood», sucedido rapidamente pelo longa-duração de estreia, «Remission», no ano seguinte. O álbum acabou por provocar reações muito positivas na comunidade metaleira, mas foi só em 2004, com a edição de «Leviathan», registo conceptual baseado na obra literária “Moby Dick” de Herman Melville, que o seu ecletismo proto-metal começou a entrar de forma mais fluída na corrente sanguínea das massas melómanas.
 
Ao segundo álbum os músicos assistiram a um ponto de viragem na sua carreira, ocupando lugar de destaque em grande parte das listas dos melhores lançamentos do ano para a imprensa da especialidade. Essa nova popularidade acabou por valer-lhes um acordo com a Warner Bros. para o lançamento do terceiro registo de originais, mas antes ainda tiveram de cumprir o contrato com a Relapse, que – em 2006 – lançou a coletânea «Call Of The Mastodon», composta por versões remasterizadas da maqueta e do EP de estreia, assim como «Workhorse Chronicles», um DVD com filmagens de concertos e entrevistas. No mesmo ano foi também editado, com o título «Blood Mountain», o muito aguardado sucessor de «Leviathan», que se estreou na posição #32 da tabela da Billboard e foi nomeado, na categoria de Best Metal Performance, para um Grammy graças ao tema «Colony of Birchmen». Marcando o pico mais elevado da carreira do coletivo até então, «Blood Mountain» viu a banda tocar perante plateias rendidas um pouco por todo o mundo, numa tour mundial que aumentou consideravelmente as expectativas do público, e da crítica, em relação ao passo seguinte dos músicos. Editado dois anos depois, «Crack the Skye» viu-os crescerem um pouco mais ainda e, revelando uma impressionante ética de trabalho, em 2011 lançam o CD/DVD «Live at Aragon», captado em Chicago durante a digressão de «Crack the Skye». Sem perderem tempo, voltam a fechar-se em estúdio, de onde emergem, em Setembro do mesmo ano, com o estrondoso «The Hunter». Dando um passo atrás na sua abordagem mais progressiva, o quinto álbum de estúdio permitiu-lhes atingirem o seu maior sucesso comercial até à data, conquistando o #10 da Billboard.
 
Apesar do envolvimento de Troy Sanders – ao lado de Greg Puciato dos The Dillinger Escape Plan, Max Cavalera e Dave Elitch, ex-The Mars Volta – no super-grupo Killer Be Killed, que acabaria por lançar álbum de estreia em 2014, os Mastodon continuavam a ser uma prioridade para todos os seus elementos. Depois de passarem grande parte de 2012 em digressão pela Europa e América do Sul, no ano seguinte o quarteto começa por fim a trabalhar, em parceria com o produtor Nick Raskulinecz, no sexto registo de longa-duração. O álbum, intitulado «Once More 'Round The Sun», foi lançado em Junho de 2014, com a edição a ser precedida pelo single «High Road». Nos dois anos seguintes, vários familiares dos membros da banda sofreram de cancro. A esposa de Troy Sanders, Jeza, recebeu tratamento para um cancro da mama, recuperando totalmente em 2015; no ano seguinte, a mãe de Kelliher morreu vítima de um tumor cerebral, com a mãe de Dailor a ser também diagnosticada na mesma altura. Essas experiências traumáticas, e em catadupa, acabaram por inspirar o novo «Emperor of Sand», produzido por Brendan O'Brien e com data de edição agendada para 31 de Março de 2017.
 
 
 
 
Press Release: Prime Artists
sábado, 10 junho 2017 14:48

NOS Primavera Sound 2017 - 9 Junho 2017

Duelo de titãs: Nicolas Jaar vs King Gizzard & The Lizard Wizard: Primavera garante novidade no rock e na eletro
 
A escolha do final da noite de sexta-feira não se adivinhava fácil. No palco ponto, King Gizzard & The Lizard Wizard, depois de verificarem que estava tudo bem com os instrumentos e ligações, arrancam o seu peculiar cocktail de rock psicadélico devedor do melhor que se praticava no final dos anos 60 e durante os 70. Prolíficos, os australianos editaram uma dúzia de álbuns desde 2010 - e praticamente todos relevantes e exploratórios qb. É isso que tentam transferir para a audiência, com maior ou menor eficácia. Honestamente, já os vimos mais ‘celebrativos’ e com uma química e comunicação superiores. Ao sexto tema resolvemos (re)visitar Nicolas Jaar no palco principal do recinto. O som estava extraordinariamente no ponto (algo raro no palco Nos) e o cenário, centrado e com uma iluminação minimal, assentava que nem uma luva na estética do músico de 27 anos. Aphex Twin, que encerra o festival, é uma das referências, mas há outras mais ou menos óbvias como Chris Cunningham (conhecido pelas curtas musicais mas também apreciável DJ e VJ nas horas vagas), FSOL, LFO ou Ken Ishii. 
 
O chileno-norte-americano marcou presença no palco Pitchfork há uns anos com o projeto paralelo Darkside, mas desde que se dedicou à criação de bandas sonoras - caso do genial “Dheepan” - e dos álbuns “Pomegranates” (2015) e “Sirens” (2016) que atingiu um respeito ímpar no universo do eletrónica de vanguarda, o que explica o convite para o pós-horário nobre do Primavera, que o músico sabiamente aproveitou, destacando-se como um dos principais momentos altos da presente edição. Richie Hawtin, na linha mais dura, e Mano Le Tough, mais contemplativo, prosseguiram a celebração madrugada fora.
 
Horas antes, as baladas indie de Bon Iver habitavam o palco principal. Justin Vernon foi um razoável gestor de expetativas, encaixando alguns ‘clássicos’ no meio do mais recente “22, A Million”, perante o olhar deliciado de casais que se acariciavam enquanto pensavam nos bebés que fariam mais tarde (até os LGBT, obviamente). Nos antípodas de tudo isso estavam, à mesma hora, mas uns metros acima, no palco ponto, para nosso júbilo, os Swans. Michael Gira em grande forma e com “The Glowing Man”, editado no ano passado, na bagagem. Pelo meio, no Pitchfork, a corajosa Julien Baker, aos 21 anos, mostrava o disco de estreia editado pela Matador, “Sprained Ankle” (2015).
 
Mais uma escolha, mais uma voltinha. Skepta no palco Super Bock ou Hamilton Lethauser no Pitchfork. Preterimos o primeiro face ao inspirado vocalista dos Walkmen (presença regular no Primavera Barcelona). A monotonia e a espera entre músicas invade-nos ao ponto de ‘picarmos’ o grime fulminante e crítico do britânico. Gostámos do que vimos.
 
Horas antes, Sleaford Mods a todo o vapor. Um PC, um tipo que curte um molho, uma voz de outro planeta a dar tudo. Letras fabulosas debitadas a mil com múltiplos sons de ‘peidos’. A qualquer momento, esta mistura de Ian Brown com um mau da fita do “Snatch” parece que vai ou explodir ou ter um AVC. A forma de cantar e a forma de segurar o microfone é, no mínimo, bastante original, algures entre o hip hop e o radialista da BBC que descreve, em speeds, uma corrida de cavalos. Uma pequena multidão - naquela que terá sido a melhor audiência do palco ponto (arranjem um nome em 2018, por favor) - delirou, saltou e aplaudiu efusivamente este(s) senhor(es). O novo disco, com muitos clássicos à mistura, foi o principal prato servido, de bandeja, mas com muitos “Inglaterra = merda”, na semana em que Theresa May ganha, mas sem maioria absoluta. Uma incrível capacidade/criatividade de surpreender e de avacalhar naquele que foi um dos momentos do festival - “Porto 1 - 0, que se foda Inglaterra e o Reino Unido. Estão mortos”. Isto depois de considerar que os Teenage Fanclub são uma viagem ao passado onde deviam ter ficado (“há uma merdice a acontecer ali atrás, e é ali, no passado, que merecem estar”). Absolutamente genial (e verdadeiro, como confirmámos na viagem para o palco Pitchfork, onde se deu o embate com o country alternativo de Nikki Lane. A lua cheia, os coiotes, o Texas ao fundo. Que viagem…).
 
Angel Olsen, uma das vozes indie mais reconhecíveis da nova geração, nomeadamente graças à força (e à alta rotação) de “Shut Up Kiss Me”, a par da australiana Courtney Barnett, pautou-se por um belo concerto de fim de tarde. Claro que as influências estão lá - Patti Smith, PJ Harvey, Cat Power, Ani DiFranco -, mas Angel não tem vergonha de as assimilar numa mescla no mínimo curiosa. O terceiro álbum “My Woman” tem uma produção bastante superior aos anteriores e ao vivo os seus ‘ventureiros’ de escola jazz demonstram o seu talento e criatividade. Talvez um bocadinho ‘by the book’, mas fosse este o padrão.
 
Que crescidos, os Whitney. Com um concerto em Bolonha, na véspera, a banda praticamente só descansou no terminal do aeroporto. O baterista/vocalista, sempre com muita piada nos intervalos lúdicos (“não passem por separações, aliás nem amem ninguém… mentirinha, amem sim”), deita-se no chão, recebe um beijo apaixonado de um colega de palco e apresenta belas melodias pop, escorreitas. Elogia os colegas, o Porto…mas diz preferir Lisboa (perante alguns assobios) e oferece uma indie pop cantarolável escrita na capital, onde terá vivido uma semana em novembro passado. Infelizmente o som da palco ponto começa a perturbar ligeiramente a perceção do espetáculo dos Whitney. Por lá estão, à mesma hora, os icónicos Royal Trux. O casal ‘hedonista’ por excelência dos anos 80 e 90, altura em que a heroína era rainha, acusa o natural desgaste dos abusos do passado. Apesar de algumas músicas serem reconhecíveis dos tempos da Matador Records, os quatro ‘Trux’ distraíram-se em frequentes derivações com maior ou menor inspiração. A viagem ao passado far-se-ia melhor, provavelmente, com alucinógenos.
 
O rock espacial sem magia especial de Jeremy Jay não convenceu a maioria dos presentes, mas a coisa piorou quando o novo tema apresentou resquícios de um dub rock praticado pelos Clash… será mesmo este o futuro? A mudança de palco tornava-se obrigatória de modo a escutar o disco mais recente dos Pond, também eles coqueluches do Primavera. 
 
Apesar de pouco comunicativos, os australianos souberam gerir bem os minutos disponíveis na apresentação dos novos temas, alguns, poderíamos considerar lados b dos ‘manos’ Tame Impala. Pena a qualidade do som não ter permitido uma melhor experiência em termos de audiofilia.
 
São momentos como este - First Breath After Coma a convidarem David Santos/Noiserv para a “Umbrae” - que nos relembram a importância de um festival como o Primavera Sound na descoberta de novos talentos e ao colocar a música acima do branding, algo cada vez mais raro. Apesar de tímidos (na conversa), os “miúdos” de Leiria estão cada vez melhores. Cultos, com excelentes referências culturais, transferem essas referências que lêem, vêem e ouvem para os seus temas com cada vez mais camadas. E ainda convidam o público à descoberta dos seus excelentes vídeos - uma banda com uma sonoridade tão cinematográfica só podia ter pequenos filmes incríveis e premiados nos festivais de cinema da especialidade. Pena o Nos Primavera Sound ter aderido à infeliz moda dos ecrãs ao alto (mea culpa das redes sociais) que desvirtua a perceção real com enquadramentos totalmente sem sentido.
 
Texto: Filipe Pedro
 
sábado, 10 junho 2017 14:42

NOS Primavera Sound 2017 - 8 Junho 2017

Run The Jewels ‘incendeiam’ parque da cidade
 
Vinte mil pessoas mas um arranque de Nos Primavera Sound a meio gás a nível musical, com destaque óbvio para a qualidade dos Run The Jewels, para a intensidade de Miguel e para os “veteranos” Justice, em estilo “melhor de”. 
 
Intenso e vibrante, e com o dedo a escarafunchar a ferida sempre que possível, o concerto dos norte-americanos apresenta-se num clássico dois MC e um DJ e promete, à partida, uma renovação no hip hop - a associação a um visionário como Shadow é pertinente e ao vivo traduz-se numa bela versão para “Nobody Speaks”.
 
El-P e Killer Mike debitam palavras à velocidade da luz, brincam um com o outro, aprovam o frequente crowdsurfing, mas apelam que os tratem como “manos” (“não os deixem cair”), são viscerais com a generalidade dos políticos (conhecidos apoiantes de Bernie Sanders e fervorosos anti-Trump) e praticam a defesa dos direitos femininos (“quando uma mulher diz não, respeitem; não pactuem com idiotas e machistas”).
 
O concerto dos Run The Jewels pecou apenas pela duração - ainda que tenha incluído um encore - e pela falta de elementos visuais (recordamos vídeos que transformavam o atual presidente norte-americano num porco ou numa horrorosa caveira). Tal como sucedeu com Kendrick Lamar que por aqui passou há dois anos (e também eles passaram por cá no palco ATP, agora palco Ponto) também eles vão “rebentar” e regressar para um concerto ainda maior. 
 
Dos Justice engomadinhos e certinhos não rezará a história deste Primavera. Quem os viu, inovadores e desgarrados na altura do disco de estreia, soltará agora uma gargalhada irónica. Dito isto, o modo remisturadores de sucessos assenta-lhes que nem uma luva, mas sentimos falta da rebeldia do passado.
 
Pouco antes, no palco Super Bock, Flying Lotus apresentava as suas derivações e propostas arrastadas de electro-qualquer-coisa (jazz, hip hop, bandas sonoras etéreas) e piscava o olho a Angelo Badalamenti ao propor uma revisão da banda sonora de “Twin Peaks”. No mesmo espaço, algumas horas antes, os Arab Strap reviam a matéria dada (vulgo rock britânico dos anos 90), Scott Matthew & Rodrigo Leão aplaudiam a audácia da organização (pena o som sofrível, pouco definido e com os vocais estridentes) e Samuel Úria resumia a carreira perante amigos e fãs no horário absolutamente ingrato das 17:00 (os artistas portugueses mereciam outro respeito por parte da organização).
 
No final da tarde os Cigarettes After Sex mostravam o álbum de estreia no palco principal (com data de lançamento para o dia seguinte) no cenário idílico do parque da cidade, perante o ar embevecido dos habitantes temporários do recinto. Duas horas depois, Miguel viu o sol por-se do mesmo local privilegiado. O seu soul funk, e a sua presença, com garra, cativaram a audiência. Samplers de Kendrick Lamar animaram as hostes numa dança bastante salutar.
 
O Nos Primavera Sound prossegue hoje com destaque para Bon Iver, Angel Olsen, King Gizzard & The Lizard Wizard, Swans e Sleaford Mods, e termina no sábado ao som de Aphex Twin, Metronomy, Japandroids, Elza Soares, Sampha e The Make Up.
 
 
Texto: Filipe Pedro
Fotografia: Hugo Lima/NOS Primavera Sound 2017

E eis um regresso muito ansiado por uma enorme legião de fãs aos palcos nacionais. Os EAGLES OF DEATH METAL confirmam presença no Festival do Crato 2017! A banda rock norte-americana formada por Jesse Hughes e Josh Homme (Queens of the Stone Age, Kyuss) promete incendiar a plateia naquele que será seguramente um espectáculo memorável.
 

Esta é a nova confirmação no cartaz do Festival do Crato 2017, a juntar aos artistas JOHN NEWMAN, SEU JORGE, EMIR KUSTURICA & THE NO SMOKING ORCHESTRADIOGO PIÇARRA, DAVID FONSECA, BEZEGOL, MATIAS DAMÁSIO, MUNDO SEGUNDO & SAM THE KID, PIRUKA e PEDRO MOUTINHO,  anunciados. 

O FESTIVAL DO CRATO vai decorrer na histórica vila alentejana de 23 a 26 de Agosto sendo o dia 21 de Agosto dedicado à habitual Recepção ao Campista e o dia 22 de Agosto - mais uma novidade na edição deste ano - como dia extra.

A zona de campismo ocasional vai abrir no sábado,19 de Agosto, a partir das 10h00 e encerra a 27 de Agosto.

O Festival do Crato volta a apostar num cartaz que integra alguns dos melhores projectos da música nacional e internacional, a Feira de Artesanato e Gastronomia, zona de acampamento, palco After-Hours e muita animação!

Mais informações serão anunciadas brevemente!

Os passes e bilhetes diários já estão à venda nos locais habituais:
 
Bilhetes Diários:
Dia 23: 12€
Dia 24: 12€
Dia 25: 14€
Dia 26: 14€
 
Portadores de Passe 4 dias (28€)
Obrigatória a troca do Passe 4 Dias por pulseira no recinto do festival. 
(Este Passe não dá direito a camping ocasional)

Acesso a Camping Ocasional (32€)
Os portadores de passe 4 dias com acesso a camping ocasional deverão efectuar a troca dos respectivos bilhetes por pulseira junto à entrada do mesmo ou nas bilheteiras junto do recinto do Festival.

Press Release: init4damusic

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