Kamelot ao vivo em Portugal dia 23 de Outubro 2016

Haven European Tour 2016

Abertura de Portas: 20h - Início do Espectáculo: 20h30

 

"Uma das mais criativas e aplaudidas propostas já saídas do movimento power metal, os intercontinentais Kamelot, regressam finalmente a Portugal para apresentar o seu mais recente álbum de originais, «Haven»."

Lançar um 11º álbum face a uma legião de adoradores fanáticos é um daqueles feitos a que todas as bandas deveriam aspirar e foi exatamente isso que os KAMELOT fizeram em Maio do ano passado com a edição do seu mais recente disco de originais. Historicamente famoso por registos assentes em conceitos específicos – as adaptações do clássico “Fausto” de Goethe que, na viragem para o Séc. XXI, deram origem a álbuns como «Epica» e «The Black Halo», valeram-lhes rasgados elogios –, com «Haven» o coletivo liderado pelo exímio multi-instrumentista Thomas Youngblood deu um passo mais além na sua evolução natural. O resultado, um reflexo da enorme vontade de progredir por parte de músicos que se recusam a baixar os braços, revelou-se uma irrepreensível coleção de canções que, apesar de manterem como fio condutor a ideia de um hipotético futuro distópico e de segurarem todas as características definidoras do talentoso projeto intercontinental, alargam ainda um pouco mais o seu raio de ação, revelando-o mais criativo e versátil que nunca.
 
Será certamente essa inabalável vontade de fazer ainda mais e melhor que irá pautar o retorno dos KAMELOT a Portugal no dia 23 de Outubro, para um concerto único na Lisboa Ao Vivo, a nova sala de espetáculos situada na zona ribeirinha da capital. Depois de, em 2010, ter encantado o público luso com uma emocionante atuação no Vagos Open Air, o sexteto formado por Youngblood na guitarra, Casey Grillo na bateria,Tommy Karevik na voz, Oliver Palotai nos teclados e Sean Tibbetts no baixo, regressa ao país com o novo «Haven» na bagagem e prepara-se para provar, uma vez mais e como se dúvidas restassem, que não são uma banda qualquer. Depois do início de carreira modesto durante a segunda metade dos anos 90, foi na viragem do milénio que o quinteto iniciou um processo de transformação que, hoje, o vê ser descrito com frequência como “um dos projetos mais entusiasmantes” no espectro em que se move. É sabido que, devido à sua natureza dramática e teatral, pode ser difícil fazer power metal sem cair em abusos, mas – desde cedo! – os KAMELOT mostraram saber como fazer passar a mensagem de forma elegante e sóbria, sem nunca cederem a dramatismos exagerados. Melhor ainda, desafiando as convenções do estilo a cada vez que se atiram à composição de um novo registo, parecem ter uma capacidade imutável para traçar a linha do bom gosto num género dominado por espadas e dragões, o que acaba por destacá-los de toda competição.
 
Junte-se a esta enorme vontade de inovar uma força interior notável e temos o segredo para um caso raro de sucesso, que mais de duas décadas depois de ter dado os primeiros passos continua a soar tão relevante como nos seus maiores picos a nível criativo. Só isso pode, de resto, justificar que, depois da inesperada perda do inimitável Roy Khan, que decidiu abandonar em 2010, se tenham reerguido de uma forma tão exemplar, usando uma situação passível de quebrar qualquer coletivo menos obstinado para se tornarem ainda mais fortes. É sabido que Youngblood tem sido, desde sempre, a força motriz dos KAMELOT, mas ao longo de uma década, a voz do norueguês transformou-se numa das suas imagens de marca e, até «Silverthorn» sair em 2012, ninguém sabia o que esperar. À partida, a escolha do pouco experiente Tommy Karevik deixou muita gente de sobrolho levantado, mas o registo vocal mais espartano e simples, mas não menos convincente, do ex-Seventh Wonder acabou por revelar-se uma enorme bênção, permitindo à banda conservar a sua identidade intacta sem se estar a repetir. «Haven», do ano passado e já o 2º longa-duração com Karevik atrás do microfone, é a prova de que, por esta altura, já nada os pode quebrar.
 
Os bilhetes para o concerto custam 22€, à venda nos locais habituais.

Sala:

Lisboa ao vivo
Av. Infante D. Henrique, Armazém 3
1950-406 Lisboa
https://www.facebook.com/SalaLisboaAoVivo/

Biografia

O guitarrista Thomas Youngblood e o baterista Richard Warner criaram os Kamelot em Tampa, na Florida, em 1992. Dois anos depois, já com uma formação estabilizada por Mark Vanderbilt na voz, Glenn Barry no baixo e David Pavlicko nos teclados, assinam contrato com a Noise Records que, no final do mês de Agosto de 1995, disponibilizada o primeiro álbum do quinteto. «Eternity» acabaria por ser elogiado como uma estreia muito promissora pela imprensa especializada, sendo que, no ano seguinte, os músicos confirmaram todos os predicados com a edição de «Dominion», um disco ainda mais diversificado e dinâmico que o seu predecessor. Em 1997, já após a saída do baterista Richard Warner e do vocalista Mark Vanderbilt, os Kamelot dão um derradeiro passo em frente na sua evolução. Mais que apenas meros substitutos, Casey Grillo e Roy Khan juntaram-se ao grupo a meio do processo de composição de «Siege Perilous», acabando por contribuir de forma bastante notória para o crescimento revelado nesse terceiro longa-duração.
 
Na sequência do lançamento do terceiro álbum no Verão de 1998, o renovado quinteto embarcou numa extensa digressão pela Europa durante o Outono e, aproveitando o embalo criativo, regressa ao Gate Studio, em Wolfsburg, 12 meses mais tarde para gravar o quarto longa-duração. O «The Fourth Legacy» chegou aos escaparates em Dezembro de 1999, inspirando a New Allegiance Tour no ano seguinte – uma rota que passou pela Alemanha, Áustria, Suíça, Holanda, Bélgica, Itália, Grécia e Espanha – e, já em 2000, deu origem à edição de «The Expedition», o primeiro registo ao vivo da carreira do grupo. Escassos meses depois, apresentam o quinto longa-duração, «Karma», que viu Khan, Youngblood, Grillo e Barry fazerem mais uma tour europeia e, dois anos depois, editarem «Epica», uma declaração de intenções na forma de disco que combinou todos os pontos fortes dos anteriores com novas ideias e um som ainda mais majestoso. 2003 foi um ano de franca expansão para a banda, que começou finalmente a atuar como cabeça-de-cartaz um pouco por todo o mundo – da Europa aos Estados Unidos, passando também pelo Japão e pelo México.
 
«The Black Halo», de 2005, acrescentou mais um capítulo muito emocionante na história do grupo dando continuidade à adaptação do “Fausto”, numa fusão dos célebres textos de Goethe com as experiências dos músicos. No seguimento de outro lançamento de grande sucesso, e também de uma gigantesca tour que o viu tocar em todos os maiores eventos do género, o quinteto lança então o seu primeiro DVD ao vivo, com o título «One Cold Winter's Night». De seguida, embarcam numa profunda fase de experimentação que, em 2007 e 2010 respetivamente, acabaria por dar origem aos mais sinistros e introspetivos «Ghost Opera» e «Poetry For The Poisoned», os dois últimos álbuns a contarem com os préstimos do muito venerado vocalista Roy Khan. Nem dois anos depois, já com Tommy Karevik no seu lugar e sem darem quaisquer mostras de pretenderem atirar a toalha ao chão, encetam um regresso à exploração dos aspetos mais melódicos do seu som, num processo de inflexão estilística que resultou em «Silverthorn» e «Haven» – este último a marcar a mais alta entrada de sempre para o grupo na tabela da Billboard – em 2012 e 2015.

Press Release: Prime Artists

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